As estatinas estão entre os medicamentos mais utilizados e estudados na cardiologia.
Mesmo assim, ainda existe muita dúvida e, principalmente, medo em relação ao seu uso.
Uma metanálise recente, com mais de 150 mil pacientes, mostrou que a maioria dos efeitos colaterais atribuídos às estatinas não é causada diretamente pelo medicamento.
Isso não significa que efeitos adversos não existam.
Mas significa que, na prática, eles são menos frequentes do que muitas pessoas imaginam.
Os eventos mais graves, como a rabdomiólise, são extremamente raros e geralmente estão associados a situações específicas, como doses elevadas, interações medicamentosas ou condições clínicas pré-existentes.
O que merece atenção é outro ponto.
Muitos pacientes deixam de usar a medicação por medo e acabam se expondo a um risco maior de infarto, AVC e outras complicações cardiovasculares.
Quando bem indicadas e acompanhadas, as estatinas têm um papel importante na proteção do coração.
Por isso, nunca interrompa o uso por conta própria.
Cuidar da saúde também é confiar em informação baseada em evidência.
Lancet – CTT Collaboration 2026



